O mercado vidreiro nacional atende os mercados interno e externo, competindo em condições de igualdade com empresas do exterior. Atualmente, quatro indústrias, representadas no Brasil pela Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro), abastecem o mercado de vidros planos no Brasil: Cebrace, Guardian, na produção do vidro float; e Saint-Gobain Glass e União Brasileira de Vidros (UBV), na fabricação do vidro impresso. Mais duas empresas produtoras de float, a Companhia Brasileira de Vidros Planos (CBVP) e a AGC, devem iniciar suas operações a partir de 2012 e 2013, respectivamente.
De propriedade do grupo japonês AGC — Asahi Glass Company —, a AGC Vidros do Brasil deve inaugurar em 2013 sua fábrica no município de Guaratinguetá (SP). O forno irá produzir 600 t diárias de vidros flotados e revestidos (coatings), além de espelhos e automotivos de todos os tipos.
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A Cebrace, joint-venture dos grupos nipônico NSG/Pilkington e francês Saint-Gobain, possui cinco unidades industriais no Brasil: três em Jacareí (SP), uma em Caçapava (SP) e outra em Barra Velha (SC). Juntas, essas plantas produzem 3.620 t/dia de vidros. Está prevista para o primeiro semestre de 2013 a inauguração do sexto forno da empresa, em Camaçari (BA), para a produção de 800 t/dia. |
A Companhia Brasileira de Vidros Planos (CBVP), pertencente ao grupo brasileiro Cornélio Brennand, inaugurará no primeiro semestre de 2013 a primeira fábrica de float do Nordeste. Erguida em Goiana (PE), a planta produzirá 700 t/dia do material e será a primeira do País com capital 100% nacional. Uma segunda fábrica, para a produção de 800 t/dia, deve ser construída até 2015 em Minas Gerais, Rio de Janeiro ou São Paulo.
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A multinacional americana Guardian possui unidades instaladas no interior dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, mais precisamente nas cidades de Porto Real e Tatuí, respectivamente. A última começou a operar em 2009 e produz 800 t diárias de vidros. |
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A Saint-Gobain Glass, com parque fabril instalado em São Vicente, cidade do litoral sul paulista, reinaugurou, em setembro de 2010, seu novo forno totalmente reconstruído e sua fábrica reformada. Dali saem 160 t/dia de vidros impressos. |
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A União Brasileira de Vidros (UBV) preferiu a Zona Sul da cidade de São Paulo para abrigar sua unidade fabril. No final de 2008, a fabricante inaugurou seu novo forno com capacidade produtiva de cerca de 240t/dia de vidros impressos. |
Fabricação do vidro float
O processo produtivo dominante na indústria vidreira mundial é o float. As matérias-primas do vidro – sílica (areia), potássio, alumina, sódio (barrilha), magnésio e cálcio – são misturadas com precisão e fundidas em forno. O vidro, fundido a aproximadamente 1.000ºC, é continuamente derramado num tanque de estanho liquefeito quimicamente controlado, onde flutua, espalhando-se uniformemente. A espessura é controlada pela velocidade da chapa de vidro que se solidifica à medida que continua avançando. Após o recozimento (resfriamento controlado), o processo termina com o vidro apresentando superfícies polidas e paralelas.
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